Laserterapia em Mastites

Hora de papo sério! Vamos desmistificar um tema que apesar de relativamente conhecido, já entrou pro time dos assuntos que contam com notícias equivocadas associadas á ele: o laser para tratamento de lesões mamilares em casos de mastites.

Recentemente, espalhou-se a notícia de que não se pode aplicar o laser de baixa intensidade (LBI) em mamas que apresentam mastite sob o suposto risco de piorar o quadro infeccioso.

Considera-se que o efeito bioestimulante que acontece em nossas células, pode acontecer também com as bactérias.

No entanto, diversos estudos in vitro já demonstraram que muitos vírus e bactérias, não sofrem bioestimulação e alguns, com a utilização de fotossensibilizantes (como o azul de metileno) são até mesmo eliminados.

Não devemos esquecer que a ação do laser não é apenas bioestimuladora. Em revisão de literatura os autores mencionaram que “há estudos mostrando que o Laser também atua sobre a inflamação através de outros mecanismos como aumento da microcirculação local (MESTER et al., 1985), vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, aumento da drenagem linfática (ALMEIDA-LOPES; LOPES, 2006), ativação do sistema linfático (LIEVENS, 1991), controle da produção das substâncias liberadas como a Prostaglandina E2 (ALBERTINI et al., 2007), prostaciclinas, histamina, serotonina, bradicinina e leucotrienos (GENOVESE, 2000), redução da produção do Fator de necrose tumoral (TNF-α) (AIMBIRE et al., 2006), supressão da interleucina – 1β (IL-1β) (SHIBATA et al., 2005), redução da interleucina-2 (IL-2) (NOVOSELOVA et al., 2006), redução da quantidade de células mononucleares (BAYAT et al., 2005), modulação da atividade secretora de macrófagos (KLEBANOV et al, 2005), estímulo à liberação de corticóide endógeno pela glândula supra-adrenal (ALBERTINI et al., 2004), aumento da proliferação de fibroblastos, maior produção e organização das fibras colágenas (PINHEIRO et al., 2004; MEIRELES et al., 2008) dentre outras”.

Assim, devemos salientar que o benefício da aplicação de Laser, mesmo em casos infecciosos, está acima do risco, mas que não se deve negligenciar a necessidade de um tratamento concomitante com antibioticoterapia.

Queremos destacar aqui que o laser não substitui o antibiótico mas pode auxiliar na diminuição da dor e melhora do quadro clínico geral.

E você? Já teve oportunidade de receber um tratamento com laser na fase da amamentação?

Como foi a sua experiência? Queremos muito saber?

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